Após atingir 90% do Rio Grande do Sul, os alagamentos que assolam 452 municípios colocaram em risco também a segurança cibernética das empresas. Nas últimas semanas, milhares de organizações tiveram suas sedes e escritórios inundados, levando à parada ou até perda total de estruturas de tecnologia como datacenters, redes, sistemas de energia. Em vários casos também houve perda de computadores. Somente na capital gaúcha, quase 46 mil empresas de todos os portes foram afetadas pelos recentes alagamentos. Acessos externos estão sendo abertos de forma emergencial, portas IP vêm sendo liberadas sem as devidas validações, computadores domésticos voltam a ser usados para o acesso a informações sensíveis. O mais crítico, no entanto, é que muitos ambientes de tecnologia estão sendo refeitos do zero e às pressas, em nome da sobrevivência do negócio, deixando a segurança da infraestrutura e dos sistemas em segundo plano. Há inclusive casos de organizações recrutando voluntários de TI em caráter de mutirão para as reconstruções de ambientes, gerando ainda mais exposição cibernética.

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